O meu 2025 foi um ano tal como todos os outros... só que não. Posso resumir os pilares da minha vida abalados este ano nos seguintes: redes sociais, a saúde mental e a saúde física, o amor, e o meu direcionamento da atenção. Ao longo desta #reflexão, vou falar sobre como este ano fez-me pensar. Spoiler: fez.
Redes Sociais.
Em 2025, vi-me a questionar a moralidade em usar redes sociais que corroboram atos que vejo como maus para a humanidade, e se a conveniência em saber de que todos as usam realmente é conveniente para mim. O questionamento surgiu quando descobri que outro mundo das redes sociais existia: o chamado "Fediverso", onde deves estar a ler isto agora. Passei a saber da sua existência numa época em que muitíssimos utilizadores do X (ex-Twitter) estavam a migrar para outras duas redes sociais semelhantes: o BlueSky e o Mastodon. Talvez porque notaram, como eu, que o X tinha passado a ter conteúdos extremistas em quantidades mais visíveis, e talvez porque o seu chatbot de IA, o Grok, tinha elogiado Adolf Hitler (De acordo com o Público, o chatbot Grok fez elogios a Hitler). Cada qual com as suas razões de migração. Eu também queria escapar essa rede social, logo criei uma conta no BlueSky, mas a coisa não pegou. Mergulhei no Mastodon e fui parar ao Fediverso em que me apaixonei.
Ao contrário do que pensei durante a minha vida inteira, existiam sim redes sociais onde os hospedários não deixariam o discurso de ódio florescer nem passar em branco, onde os seus hospedários não permitissem que os seus algoritmos alimentassem narrativas malevolentes ou ainda mais tristeza em quem já triste é. E, quando eu menos esperava, o hospedário de uma dessas redes sociais utópicas passei a ser eu. O Fediverso não é perfeito, mas fico feliz em ter tornado um sonho meu em realidade, e ver tanta gente poder fazer o mesmo.
Saúde Física e Mental.
Já há muito tempo que eu desejava ter apoio emocional e psicológico. Já desde que comecei a ter de duplopensar o que faço e digo quando uma outra pessoa está perto. Já desde que a pressão de ser um daqui-a-nada-adulto chegou. Além disso, nunca dei um cu para o exercício físico, vendo-o como um complemento opcional à nossa vida, mas em 2025 fiquei convencido do oposto.
Primeiramente, consegui concretizar a minha vontade de ter apoio emocional. Tive conversas sinceramente frutíferas com duas amizades, mas a sensação de concretização em ter essas conversas não calou o facto de que eu sentia que... que estava a procrastinar, que não estava a fazer "o suficiente", e de que havia algo de errado na minha cabecinha. Depois de ganhar coragem, pedi para ir a um(a/+) psicólog@ à minha mãe, pondo no quadro branco do meu quarto as várias razões para tal e um contador de dias. Ela cedeu ao meu desejo, felizmente🤍 Agora vou a uma psicóloga que não só valida o que sinto mas que também questiona a minha forma de pensar. Ela não julga, e não tenho dúvida de que ela poderá ajudar-me a tornar 2026 num ano em que eu me sinta melhor e mais "concretizado". Aprendi que valorizava demais as expectativas externas, ignorando o que sentia em prole dos outros. Sinto-me muito melhor agora ❤
Seguidamente, descobri que tinha escoliose, o que me levou diretamente a que passasse a saber de que o exercício físico nunca deveria ter sido uma opção na minha vida, mas sim algo comum no meu dia a dia. Foi uma conclusão dolorosa para mim, e tenho tentado fazer algum tipo de exercício físico todos os dias, como simples caminhadas. A preguiça ataca... Nem posso ir ao ginásio ficar no shape que quero por causa de isso poder piorar o estado da minha escoliose, meus deuses do céu... Enfim, numa as caminhadas, levei com uma confissão de amor, e lá vem outro pilar abalado...
O... amor. (?!?)
Este é o pilar mais pessoal de todos os que mencionei, e um dos mais impactantes. Da mesma forma que via fazer exercício físico como um complemento evitável, pensei o mesmo sobre ter relações amorosas, e via qualquer pessoa que estivesse numa como habitante do Dating World™. No entanto, com uma confissão sincera à porta dos meus ouvidos, não pude evitar interagir com o Dating World™ e tive de agir, seja para bem ou para mal.
A minha resposta foi que "não sabia se gostava". Não acho que podia ter sido mais honesto nessa altura. Como eu vou dizer a alguém que não gosto dessa pessoa se nem sei o que significa "gostar" nos seus olhos de ver? Eu sabia o que era ter um crush, mas nunca soube mesmo o que era gostar de alguém. Eventualmente, "cedi à chance", mas uma semana depois voltei atrás na minha decisão. Um mês depois, tive um crush nessa pessoa e...
Esta experiência levou-me a questionar e a redefinir o que é gostar de alguém, a querer saber até que ponto é que permito que a vontade do outro me influencie indevidamente, e se estar num relacionamento... vale a pena ou se não. Entretanto, a talentosa cantora Chappel Roan vê o amor como um caleidoscópio, como visto na música "Kaleidoscope" dela. Identifico-me com essa forma de ver o amor como algo transiente e fluído, como algo que não cabe num molde, e como algo, apesar de tudo, bonito.
Direcionamento da Atenção.
Em 2025, prestei mais atenção a onde dirigia a minha atenção. Vejamos:
Cheguei à conclusão que, se visse demasiadas notícias, ia ficar a sentir-me mal e impotente, por isso passei a informar-me sobre a guerra em Gaza e política de uma forma menos frequente mas mais consciente, e vi-me numa citação da Madre Teresa: "Eu sozinho não consigo mudar o mundo, mas posso atirar uma pedra para a água para criar muitas ondulações"❤;
Notei que utilizava várias ferramentas digitais que não respeitavam a minha privacidade, que tinham features de IA generativa contra a minha vontade e/ou que lucravam de conflitos. Pus a inércia de lado e fui realmente à procura de alternativas melhores para o planeta e para a sociedade, a meu ver. Chamei a este ponto de viragem de "Transição Digital Ética". aqui está um post que eu fiz durante esse ponto de virada: splanada.nohost.me/display/ab5…;
Cortei o meu uso de redes sociais de "vídeos curtos", chegando mesmo a desinstalar o TikTok e a apagar a minha conta lá por completo. Aqui está um vídeo que vi ontem falando sobre o impacto desse formato de redes sociais: youtube.com/watch?v=tdIUMkXxtH….
Concluo o meu #texto aqui. Espero que 2025 também vos tenha trazido novas descobertas, e que 2026 traga ainda mais!! ^-^
A minha palavra de 2025: SAUDADE.
Sincerely,
Migui🤍
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leilia
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É muito agradável ler seus posts!
Também investi bastante em uma transição digital mais ética esse ano. E de ver alguém tão jovem entrando nessa onda me dá um pouco mais de esperança. 🙂
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Sergio Lima
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